(EM CONSTRUÇÃO)

BREVE DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO MÓDULO DESMATAMENTO E VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA:

Supressão da floresta e vegetação natural não florestal e Vegetação Secundária

1. Os mapas de cobertura e uso da coleção 10 foram filtrados para não permitir transições entre vegetação natural e antrópica com área menor do que meio hectare.

2. Considerando o mapa de 1985 como base para início da execução do algoritmo (com anos de 1985 e 1986 como confirmação), os eventos de desmatamento e vegetação secundária são estabelecidos analisando-se a trajetória de cada pixel segundo os critérios abaixo:

Supressão t = VN t-2
VN t-1
A t
A t+1
Vegetação Secundária t = A t-2
A t-1
VN t
VN t+1
VN t+2

Onde VN corresponde a qualquer classe de vegetação (Formação Campestre, Campo Alagado e Área Pantanosa, Outra Formação não Florestal, Formação Florestal, Formação Savânica, Mangue), A corresponde a qualquer classe de Uso Antrópico (Agricultura, Floresta Plantada, Pastagem, Mineração, Aquicultura, Infraestrutura Urbana, Outras Áreas não Vegetadas) e t = 1987,…, 2022.


3. Com base na análise da trajetória ao longo série temporal, o algoritmo aloca cada pixel em uma das classes estabelecidas para o produto (vide paleta de cores no final do documento):

ClasseDescrição Valor
AntrópicoIndica permanência em alguma classe de Uso Antrópico desde o ano-base ou trajetórias com evento de Supressão de Veg. Primária ou evento de Veg. Secundária em anos anteriores.1
Veg. PrimáriaIndica ausência de evento de Desmatamento: permanência desde o ano-base em uma ou mais classes de Vegetação Nativa ou transição para classe de Uso Antrópico com permanência nesta classe por período inferior ao estabelecido (item 2.)2
Veg. SecundáriaIndica trajetória com presença de evento de Recuperação para Vegetação Secundária em anos anteriores.3
Supressão de Veg. PrimáriaIndica evento de Desmatamento, em um dado ano t, em pixel alocado anteriormente na classe Vegetação Primária, após o qual o pixel é alocado na classe Antrópico (em t+1).4
Recuperação para Veg. SecundáriaIndica evento de Vegetação Secundária em um dado ano t, após o qual o pixel é alocado na classe Vegetação Secundária (em t+1).5
Supressão de Veg. SecundáriaIndica evento de Desmatamento, em um dado ano t, em pixel alocado anteriormente na classe Veg. Secundária, após o qual o pixel é alocado na classe Antrópico (em t+1).6
RuídoClasses não consideradas na dinâmica de vegetação (ex: água)7

Para outros detalhes sobre o método dos dados do módulo de desmatamento e vegetação secundária, acesse o apêndice do ATBD.

Para coleção 10:

  • o ano do último desmatamento é 2024. Para esse ano, por não ser possível ter o ano seguinte de confirmação, foi aplicada uma regra de 2021, 2022 e 2023 como natural e perda maior do que valores de 1 a 3 hectares. Esse valor varia conforme o bioma e está documentada nos ATBDs de cada bioma.
  • o último ano de recuperação para Vegetação Secundária é 2022, pois ela precisa ser confirmada em 2023 e 2024. Em 2023 e 2024 só existe Supressão de Vegetação Secundária.

Sobre a Idade da Vegetação Secundária

A Idade da Vegetação Secundária é estimada a partir do primeiro ano em que uma área em regeneração passa a apresentar padrão compatível com vegetação nativa na classificação do MapBiomas — ou seja, quando a resposta observada (por exemplo, em formações florestais, o aumento da cobertura de copa) se aproxima do padrão esperado para vegetação nativa naquele bioma e região.

A idade, portanto, representa há quantos anos a área permanece classificada como vegetação secundária (Veg. Secundária – classe 3 acima) desde esse primeiro ano de enquadramento como “natural em regeneração” (Recuperação para Veg. Secundária – classe 5 acima), e não necessariamente desde o início do processo ecológico de recuperação.

O papel da classe de mosaico de usos (classe 21) em alguns biomas

Nos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, parte da classe Mosaico de Usos (classe 21) pode representar um período de transição entre uma classe antrópica (frequentemente pastagem) e uma classe natural em regeneração. É comum que uma área permaneça de 2 a 7 anos nessa condição intermediária: ela já não apresenta resposta espectral típica de pastagem, mas ainda não atingiu o padrão esperado de vegetação nativa.

A idade ainda é calculada a partir do ano em que a área atinge o padrão de vegetação nativa (e passa a ser classificada como vegetação secundária). Ainda assim, o número de anos previamente classificado como Mosaico de Usos pode ser um indicador do início do processo de regeneração, embora não entre diretamente no cálculo da idade.

Transição direta em biomas sem a classe de mosaico

Nos biomas Amazônia e Pantanal, onde a classe de Mosaico de Usos não está presente, a transição tende a ser mais direta, mudando de uma classe antrópica (comumente pastagem) para uma classe natural de um ano para o outro.

Isso implica que:

  • a classe de pastagem pode incluir áreas em estágios iniciais de regeneração (quando ainda se parecem espectralmente com pastagem); e
  • a classe natural pode incluir áreas em estágios finais de recuperação, ainda com possíveis sinais de degradação, mas já compatíveis com o padrão espectral de vegetação nativa.