Mapas anuais de vegetação nativa secundária consolidada e em recuperação no Brasil. Os dados são derivados da análise de transições e persistências entre classes naturais e de uso antrópico ao longo da série histórica (1985-2024) da Coleção 10 do mapeamento anual de cobertura e uso da terra – Cobertura 30m.
Na Plataforma MapBiomas, as classes são exibidas sinteticamente:
- Vegetação secundária consolidada
- e Recuperação para vegetação secundária
Ao baixar os dados, o arquivo conterá as classes abaixo (em conjunto com os dados de Desmatamento):
| Classe | Descrição | Código |
|---|---|---|
| Antrópico | Área que permaneceu como uso antrópico desde o início da série; ou que passou por trajetória de conversão após evento de supressão de vegetação em anos anteriores | 1 |
| Vegetação Primária | Área classificada como vegetação nativa desde o início da série | 2 |
| Vegetação Secundária | Área com trajetória de recuperação após um evento de supressão de vegetação em anos anteriores | 3 |
| Supressão de Vegetação Primária | Evento de desmatamento em vegetação primária em um dado ano | 4 |
| Recuperação para vegetação secundária | Evento de recuperação de vegetação nativa em um dado ano após trajetória de uso antrópico | 5 |
| Supressão de Vegetação Secundária | Evento de desmatamento em vegetação secundária em um dado ano | 6 |
| Ruído | Áreas não consideradas na dinâmica de trajetórias de vegetação nativa. Exemplo: água | 7 |
As coleções anteriores a 10 apresentavam os dados de vegetação secundária segundo a classe de cobertura associada ao evento recuperação.
As orientações a seguir ajudam a interpretar as classes dos mapas de coleções anteriores.
Orientações para o dado de Coleções anteriores:
Coleções anteriores a 10 incluem também o código da classe de cobertura associada ao evento recuperação para vegetação secundária e às áreas de vegetação secundária consolidada.
O código é calculado como:
(código do evento × 100) + código da classe de cobertura.
Exemplos de códigos em coleções anteriores à 10 — Vegetação Secundária em 2020
| Classe de Veg. secundária | Classe de cobertura | Código | Interpretação |
|---|---|---|---|
| Recuperação para vegetação secundária (5) | Formação Savânica (4) | 504 | Evento de recuperação para vegetação secundária para a classe de formação savânica no ano de 2020 |
| Vegetação secundária consolidada (3) | Formação Florestal (3) | 303 | Vegetação secundária consolidada na classe de formação florestal em 2020 |
- Limitações temporais
- Análise de trajetórias: classificação e critério de persistência
- Critério de persistência para classificação como recuperação para vegetação secundária
- A classe 'Mosaico de usos' e 'Recuperação' de Vegetação Secundária
Os mapas anuais de vegetação secundária são criados a partir da análise de conversão e persistência entre classes naturais e antrópicas da Coleção 10.1 do mapeamento de cobertura e uso da terra no Brasil (1985-2024). (Cobertura 30m).
O sistema analisa a trajetória temporal de cada pixel, identificando transições entre classes de vegetação nativa e usos antrópicos. Filtros temporais são aplicados para diferenciar transições consistentes com eventos de recuperação de vegetação, de ruídos de classificação.
Mais detalhes sobre cada etapa do mapeamento estão disponíveis no documento do método (ATBD).
Abaixo apresentamos as principais informações sobre o mapeamento de desmatamento.
- Abrangência temporal reduzida: A série de mapas de vegetação secundária é reduzida (1987 – 2022) quando comparada aos dados de cobertura e uso (1985 – 2024), pois aplica critérios de validação e persistência temporal para distinguir transições reais de recuperação de ruídos classificatórios.
-
Período Por que? Mapas de vegetação secundária 1987 – 2022 Para que um pixel seja classificado como vegetação secundária em um ano (t), é necessário que ele tenha sido classificado como área antrópica nos dois anos anteriores (t – 1, t – 2); e como área natural nos dois anos seguintes (t + 1, t + 2). O ano de 1987 é o início da série de mapas de vegetação secundária, sendo 1985 e 1986 os anos de validação para o começo da série. 2022 é o último ano da série para os dados de ‘recuperação de vegetação’, sendo 2023 e 2024 os anos de validação para o final da série temporal.
A análise de trajetórias busca avaliar se uma transição é consistente com eventos de recuperação. Para a execução da análise, as classes de cobertura e uso da coleção 10 do MapBiomas 30m foram agregadas em duas categorias: ‘Antrópico’ e ‘Natural’.
Dado de entrada para a análise de trajetórias
| Classe agregada | Classes incluídas | Novo código |
|---|---|---|
| Antrópico | Pastagem, Agricultura, Silvicultura, Mosaico de usos, Áreas urbanizadas, Mineração e Usinas Fotovoltaicas | 1 |
| Natural | Formação florestal, Floresta alagável, Formação savânica, Mangue, Restinga Arbórea, Campo Alagado e Área Pantanosa, Formação campestre, Apicum, Afloramento rochoso, Restinga Herbácea | 2 |
- Nota: As classes ‘Praia, Duna e Areal’, ‘Outras áreas não vegetadas’, ‘Rio, lago e oceano’ e ‘Aquicultura’ não foram incluídas para a análise de trajetórias de conversão de uso natural para antrópico
Algoritmo de análise de trajetória:
Os dados de entrada – classes agregadas – são analisados para um ano ‘t’ (ex.: 2018). O algoritmo identifica se houve mudança entre ‘t-1’ (ex.: 2017) e ‘t’ e verifica se a mudança foi persistente antes e depois da conversão.
O número de anos antes e depois da conversão que um pixel precisa apresentar para caracterizar uma conversão consistente foi chamado de critério de persistência.
O processo de recuperação da vegetação nativa não é um evento observável na análise de dois anos consecutivos, pois envolve uma série de fatores ecológicos como: tempo e duração do uso antrópico anterior, proximidade de áreas naturais para dispersão de propágulos e sementes, clima e topografia entre outros.
Desse modo, a análise considera uma janela temporal de 5 anos para a classificação como recuperação para vegetação secundária.
- Janela temporal de 5 anos: Para que um pixel seja classificado como ‘recuperação’ em um ano ‘t’, ele precisa:
-
- i) ter sido classificado como ‘Antrópico’ em dois anos anteriores a conversão ( ‘t -1’ e ‘t-2);
- ii) e ter se mantido como ‘Natural’ em dois anos após a conversão (‘t+1’ e ‘t+2’).
- Exemplo de aplicação do critério de persistência para a classificação como recuperação em 2015:
2013 2014 2015 2016 2017 Uso da terra Antrópico (1)
Antrópico (1)
Natural (2)
Natural (2)
Natural (2)
Veg. Secundária Antrópico (1)
Antrópico (1)
Recuperação (5)
Veg. Secundária (3)
Veg. Secundária (3)
Nos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, parte da classe Mosaico de Usos (classe 21) pode representar um período de transição entre uma classe antrópica (frequentemente pastagem) e uma classe natural em regeneração.
É comum que uma área permaneça de 2 a 7 anos nessa condição intermediária: ela já não apresenta resposta espectral típica de pastagem, mas ainda não atingiu o padrão esperado de vegetação nativa.
- Biomas sem a classe ‘Mosaico de usos’: Nos biomas Amazônia e Pantanal, onde a classe de Mosaico de Usos não está presente, a transição tende a ser mais direta, mudando de uma classe antrópica (comumente pastagem) para uma classe natural de um ano para o outro.
- Isso implica que:
-
- i) a classe de pastagem pode incluir áreas em estágios iniciais de regeneração (quando ainda se parecem espectralmente com pastagem);
- ii) e a classe natural pode incluir áreas em estágios finais de recuperação, ainda com possíveis sinais de degradação, mas já compatíveis com o padrão espectral de vegetação nativa.
- Como acessar dados?
- 1. Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
2. Selecione o dado de interesse: Vegetação secundária> Anual
3. Filtre um território e período de interesse
4. Explore o mapa e as estatísticas
- 1. Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
- Como baixar dados?
- 1.Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
- 2.Clique na seção ‘Downloads’
- 3.Selecione o dado e o ano de interesse
- 4.Baixe o mapa em ‘Suas análises’
- 5.Baixe as estatísticas a partir da interação com os gráficos

Como usar:
1. Copie e cole o script no Code Editor do GEE: https://code.earthengine.google.com
2. Ajuste as seções marcadas com ">>> EDITE AQUI" conforme sua necessidade.
3. Clique em "Run".
É necessária uma conta para usar o Google Earth Engine. Crie a sua gratuitamente em https://earthengine.google.com/noncommercial/
Os mapas de vegetação secundária estão disponíveis no Google Earth Engine (GEE) em uma imagem multibanda. Cada banda representa um mapa anual da série de dados (1987 – 2024):
Asset ID: projects/mapbiomas-public/assets/brazil/lulc/collection10_1/mapbiomas_brazil_collection10_1_deforestation_secondary_vegetation_v3
var ASSET = 'projects/mapbiomas-public/assets/brazil/lulc/collection10_1/mapbiomas_brazil_collection10_1_deforestation_secondary_vegetation_v3';
var img = ee.Image(ASSET);
// Ver todas as bandas (anos) disponíveis no asset
print('Bandas disponíveis:', img.bandNames());
// Selecionar o ano de interesse
var ano = 2023; // >>> EDITE AQUI
var classificacao = img.select('classification_' + ano);
// Isolar Vegetação Secundária (classe 3)
var vegetacaoSecundaria = classificacao.eq(3).selfMask(); // >>> EDITE AQUI (cod.classe)
Map.addLayer(vegetacaoSecundaria, {palette: ['#7ec0ae']}, 'Vegetação Secundária ' + ano);
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