O produto ‘Urbanização anual’ apresenta os mapas anuais de áreas urbanizadas do Brasil (1985-2025). Os dados são derivados do mapeamento anual de cobertura e uso da terra em resolução espacial de 30m – Cobertura 30m.
Ao baixar o arquivo de ‘Urbanização anual’, as classes disponíveis no raster serão as mesmas do produto Cobertura 30m. A classe correspondente às áreas urbanizadas é a de id ‘24’.
Utilize os arquivos de classificação de legenda da Coleção 11 do MapBiomas 30m para classificar e interpretar o arquivo baixado.
| Nome do arquivo | Descrição | Formato (extensão) |
|---|---|---|
| Códigos de legenda | MapBiomas Brasil (30m) - Coleção 11 | Documento completo de correspondência entre códigos, cores e classes de cobertura e uso da terra da Coleção 11 do MapBiomas 30m | |
| Descrição detalhada de classes de cobertura e uso da terra por bioma | MapBiomas Brasil (30m) - Coleção 11 | O documento apresenta a correspondência entre as classes da Coleção 11 do MapBiomas 30m e os principais ecossistemas e tipos de uso da terra em cada bioma brasileiro. Também indica a correspondência entre as classes mapeadas pelo MapBiomas e classificações de outros mapeamentos, como do IBGE, FAO e Inventário Nacional de Emissões de Efeito Estufa e IUCN. | |
| Códigos de Legenda para uso no QGIS | MapBiomas Brasil (30m) - Coleção 11 | Arquivo para classificação de legenda em programa SIG como o QGIS | .qml |
| Códigos de Legenda para uso no R ou Python | MapBiomas Brasil (30m) - Coleção 11 | Arquivo para classificação de legenda em formato CSV - para uso em programas/linguagens diversas, como R e Python | .csv |
O mapeamento anual de áreas urbanizadas é feito com base em imagens Landsat com 30m de resolução e classificação supervisionada utilizando o modelo Random Forest.
Abaixo apresentamos as principais informações sobre o método.

Até a Coleção 10, as amostras de treinamento eram geradas automaticamente por meio da criação inicial de uma máscara preliminar de áreas urbanas a partir de vetores de ruas e caminhos do OpenStreetMap, que eram filtrados utilizando imagens de luzes noturnas (NOAA) (Elvidge et al., 2021) e posteriormente refinados com mapas de áreas construídas do GHSL (Corbane et al., 2018) (para 1985) e com os mapeamentos urbanos do Terceiro Inventário Nacional do Brasil (para 1994, 2002 e 2010). As áreas urbanas candidatas eram então definidas por meio da criação de buffers de 100 metros ao redor dos caminhos remanescentes, após o que uma classificação exploratória utilizando NDVI e NDWI mascarava as áreas vegetadas e os corpos d’água. A máscara urbana final resultava da interseção entre essa máscara filtrada baseada no OSM e os resultados da classificação exploratória, enquanto a máscara não urbana era definida como sua diferença simétrica. Posteriormente, pontos aleatórios eram gerados em todos os 522 tiles e classificados utilizando PostGIS, resultando em um grande conjunto de amostras para os anos de 1985, 1994, 2002, 2010 e 2018 — totalizando, por exemplo, aproximadamente 891 mil amostras não urbanas e 533 mil amostras urbanas em 1985, e 972 mil amostras não urbanas e 614 mil amostras urbanas em 2018 (3). Embora essa abordagem tenha sido eficiente para obter as áreas urbanas, o mapeamento da vegetação urbana exigiu outras etapas de processamento para dar continuidade à classificação. Essa abordagem foi utilizada para manter a consistência com as coleções anteriores em relação à classificação das áreas urbanas.
Abordagem simplificada para amostras urbanas e não urbanas
As amostras multiclasses foram obtidas seguindo três etapas básicas: (i) simplificação das classes das coleções do MapBiomas (da Coleção 6 à 10), (ii) identificação de classes estáveis ao longo do tempo e entre as coleções e (iii) criação de amostras aleatórias para cada intervalo de tempo considerado. As classes foram simplificadas com base no Nível 1 da Legenda do MapBiomas, agregadas em vegetação natural, agricultura, água e áreas urbanas (Tabela 1) — não foram consideradas outras áreas não vegetadas.
Um primeiro conjunto de amostras foi baseado em toda a série temporal considerada, de 1985 a 2020. Para considerar novas dinâmicas de uso da terra, novas amostras foram progressivamente adicionadas para os intervalos de 1993 a 2020, 2001 a 2020 e 2009 a 2020. Pontos aleatórios foram gerados e classificados de acordo com a classe simplificada do pixel estável em cada intervalo de tempo. Essas amostras foram então atribuídas a anos específicos de classificação de acordo com seu intervalo de tempo. As classes estáveis até 2020 foram aplicadas à classificação dos anos restantes até 2025. Essa abordagem foi utilizada em conjunto com a abordagem geral para permitir uma classificação com multiprobabilidades no mapeamento da vegetação urbana.
Tabela 1. Simplificação das classes utilizadas para obtenção de amostras para a classificação multiclasses.
| Classes Simplificadas | Classes Agregadas |
| Vegetação Natural | Floresta, Vegetação Herbácea e Arbustiva |
| Agricultura | Todas as classes de agricultura |
| Água | Todas as classes de água |
| Áreas Urbanas | Áreas Urbanas |
Exemplo esquemático das etapas executados para a construção do conjunto amostral de áreas urbanizadas no Brasil:

- Filtro temporal: A dinâmica urbana costuma apresentar uma transição única e irreversível de não-urbano para urbano ou estados de estabilidade contínua. Respeitando esta dinâmica, o filtro temporal atua sobre a série histórica classificada com o objetivo de preservar os padrões reais de transição, eliminando ruídos ao longo do tempo.
- Filtro espacial: busca reduzir erros de comissão – áreas ‘não-urbano’ classificadas com ‘urbano’ – e melhorar a coerência espacial do mapa.
A classificação de áreas urbanizadas no Brasil utilizou amostras de referência do IBGE, OpenStreetMap, imagens NOAA (luzes noturnas) e mapas GHSL (Global Human Settlement Layer). Filtros espaciais construídos a partir de bases como Google Open Buildings e o índice IRS, reduziram erros de comissão e ruídos.
Todas as bases empregadas no mapeamento anual de áreas urbanizadas estão listadas na tabela a seguir.
Mapas de referência para o mapeamento de áreas urbanizadas
| Mapa | Fonte | Descrição |
|---|---|---|
| Favelas e comunidades urbanas 2022 | IBGE | Esta versão preliminar incorpora atualizações até dezembro de 2019 e é formada por 13 152 Aglomerados Subnormais. Esses aglomerados estão localizados em 734 Municípios, em todos os Estados e no Distrito Federal, e totalizam 5 127 747 domicílios. |
| Global Human Settlement Layer (GHS-BUILT e GHS_BUILT_S2) | European Commission Joint Research Centre (JRC) | Uma camada de informação multitemporal sobre a presença de área construída derivada de coleções de imagens Landsat (GLS1975, GLS1990, GLS2000 e coleção Landsat 8 ad-hoc 2013/2014). |
| Índice de Vias e Estruturas (IVE) |
Justiniano et.al | Apresenta uma nova metodologia facilmente reprodutível para a cartografia urbana. A metodologia permite o processamento combinado de dados OpenStreeMap e de Sensoriamento Remoto, onde é proposta uma métrica denominada índice de vias e estruturas (IVE) para cartografar áreas urbanas. O IVE é utilizado com NDVI e MNDWI para cartografar a superfície urbana com alta precisão, com o ano de referência de 2020. |
| Malha de Setores Censitários 2021 |
IBGE | A Malha Setorial de 2021 foi atualizada com vistas à etapa de coleta do Censo Demográfico 2022, contemplando a situação atualizada da Divisão Político‐Administrativa Brasileira – DPA, vigente em 30/04/2021. |
| OpenStreetMap | OpenStreetMap Foundation | OpenStreetMap é uma iniciativa para criar e fornecer dados geográficos gratuitos, como mapas de ruas, para qualquer pessoa. |
| Áreas urbanizadas 2019 | IBGE | Representação espacial, obtida a partir da interpretação visual de imagens de satélite, do fenômeno urbano, tendo como base o ano de 2019. |
| Google Open Buildings v3 | Sirko et.al | Conjunto de dados aberto em larga escala que contém os contornos de edifícios derivados de imagens de satélite de alta resolução. |
| VIIRS Stray Light Corrected Nighttime Day/Night Band Composites Version 1 | NASA | Os mapas estão disponíveis para download no formato shapefile. |
- Como acessar dados?
- 1. Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
2. Selecione o dado de interesse
3. Filtre um território e período de interesse
4. Explore o mapa e as estatísticas
- 1. Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
- Como baixar dados?
- 1.Acesse: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org/
- 2.Clique na seção ‘Downloads’
- 3.Selecione o dado e o ano de interesse
- 4.Baixe o mapa em ‘Suas análises’
- 5.Baixe as estatísticas a partir da interação com os gráficos

Como usar:
1. Copie e cole o script no Code Editor do GEE: https://code.earthengine.google.com
2. Ajuste as seções marcadas com " << -- EDITE AQUI" conforme sua necessidade.
3. Clique em "Run".
É necessária uma conta para usar o Google Earth Engine. Crie a sua gratuitamente em https://earthengine.google.com/noncommercial/
Os dados de Urbanização anual podem ser acessados no GEE a partir do conjunto de dados do produto Cobertura 30m. Utilize o asset ID da coleção 11 para acessá-los:
projects/mapbiomas-public/assets/brazil/lulc/collection11/mapbiomas_brazil_collection11_coverage_v3
// ═══════════════════════════════════════════════════════════════
// MapBiomas C10 — Áreas urbanizadas | Filtro por classe (24)
// ═══════════════════════════════════════════════════════════════
var ASSET_ID = 'projects/mapbiomas-public/assets/brazil/lulc/collection11/mapbiomas_brazil_collection11_coverage_v3';
var ano = 2025;
var classeUrbano = 24;
var colecao10 = ee.Image(ASSET_ID);
// 1. Seleciona a banda do ano e filtra apenas a classe urbana (resultado: 1 onde urbano, 0 no resto)
var mapaAno = colecao10.select('classification_' + ano).eq(classeUrbano);
// 2. Aplica a máscara — pixels com valor 0 ficam transparentes
var maskUrbano = mapaAno.updateMask(mapaAno);
// 3. Exibe no mapa com cor e rótulo
Map.addLayer(maskUrbano, {palette: ['#d4271e']}, 'Área Urbana 2025');
O repositório público do MapBiomas no GitHub apresenta todos os scripts e orientações sobre como executar as etapas de classificação para áreas urbanizadas no Brasil.
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