Conheça a base metodológica que orienta todos os mapeamentos do MapBiomas Brasil: sensoriamento remoto, aprendizado de máquina e processamento em nuvem via Google Earth Engine.
O MapBiomas Brasil surgiu em 2015 como uma iniciativa dedicada ao mapeamento anual da cobertura e uso da terra no Brasil. Ao longo do tempo, o projeto expandiu seu escopo para monitorar outros temas, incluindo cicatrizes de fogo, superfície de água, carbono orgânico do solo e vetores de degradação da vegetação nativa.
A metodologia é fundamentada em sensoriamento remoto por satélite, com processamento pixel por pixel, usando extensivos algoritmos de aprendizado de máquina na plataforma Google Earth Engine. A produção dos mapas é organizada em coleções — versões sucessivamente aprimoradas que incorporam melhorias metodológicas contínuas.

Além dos mapas anuais de uso e cobertura da terra, a Plataforma do MapBiomas Brasil traz dados sobre perda de vegetação nativa, vegetação secundária, agricultura, pastagem, fogo, mineração, água, solo, degradação, recifes costeiros, áreas urbanas, atmosfera, risco climático e vegetação nativa. O MapBiomas Brasil opera ainda outras plataformas especializadas de monitoramento:
- MapBiomas Alerta — sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento de vegetação nativa
- Monitor do Fogo — mapeamento mensal de cicatrizes de queimadas
- Monitor da Recuperação — monitoramento da dinâmica da cobertura vegetal em áreas com compromisso ou obrigação de recuperação
- Monitor da Mineração — integração de dados geoespaciais da classe de mineração mapeada pelo MapBiomas com informações disponíveis publicamente na base de dados da Agência Nacional de Mineração (ANM)
- Monitor do Crédito Rural — visualização de dados de financiamento à atividade agropecuária cruzados com alertas de desmatamento analisados pelo MapBiomas Alertas
Os mapas são desenvolvidos separadamente para cada um dos seis dos biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. A classificação por bioma permite captar os padrões específicos de vegetação, clima e uso do solo de cada região. Estes mapas são então integrados com mapas temáticos transversais de Pastagem, Agricultura, Silvicultura, Zona Costeira, Mineração, Área Urbana, Parques Eólicos e Usinas Fotovoltaicas, em um único mapa para o Brasil.
As equipes de especialistas interdisciplinares são organizadas em dois tipos:
Equipes de bioma — programadores, especialistas em sensoriamento remoto e conservação liderados por uma instituição responsável por cada bioma
Equipes de temas transversais — grupos dedicados a classes que cruzam todos os biomas, como pastagem, agricultura, áreas urbanizadas, mineração e silvicultura

O processo de geração dos mapas anuais segue sete etapas principais:
- Coleta de imagens — seleção de pixels sem nuvem das imagens de satélite
- Mosaicos anuais — composição das métricas espectrais
- Classificação — Random Forest e outros algoritmos treinados por bioma
- Filtro espacial — eliminação de pixels isolados ou de borda
- Filtro temporal — correção de transições impossíveis ao longo da série
- Integração — consolidação do mapa nacional com regras de prevalência
- Mapas de transição — rastreamento de mudanças entre pares de anos

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