{"id":9188,"date":"2026-07-21T13:24:21","date_gmt":"2026-07-21T16:24:21","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=9188"},"modified":"2026-07-21T13:44:19","modified_gmt":"2026-07-21T16:44:19","slug":"area-queimada-no-brasil-cai-31-em-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2026\/07\/21\/area-queimada-no-brasil-cai-31-em-2025\/","title":{"rendered":"\u00c1rea queimada no Brasil cai 31% em 2025\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>21 de julho de 2026<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>A Amaz\u00f4nia<strong> <\/strong>teve a menor \u00e1rea queimada da s\u00e9rie hist\u00f3rica (3,1 milh\u00f5es de hectares), exatamente um ano depois de registrar a maior \u00e1rea queimada j\u00e1 medida, em 2024.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>Nos \u00faltimos 41 anos, quase metade de toda a \u00e1rea queimada do pa\u00eds est\u00e1 em tr\u00eas estados (Mato Grosso, Par\u00e1 e Maranh\u00e3o) e 11% est\u00e1 concentrada em 15 munic\u00edpios.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>64% de tudo o que j\u00e1 queimou no Brasil, desde 1985, pegou fogo mais de uma vez, e a maioria dessas \u00e1reas volta a queimar em at\u00e9 quatro anos, com destaque para a Amaz\u00f4nia, onde o retorno \u00e9 ainda mais r\u00e1pido.&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li>71,5% das \u00e1reas queimadas do pa\u00eds ocorreram em vegeta\u00e7\u00e3o nativa, mas na Amaz\u00f4nia e na Mata Atl\u00e2ntica o fogo predomina em \u00e1reas antr\u00f3picas (como pastagens).<\/li>\n\n\n\n<li>Em biomas como Mata Atl\u00e2ntica, Pampa e Pantanal, metade ou mais da \u00e1rea queimada tem severidade alta ou muito alta, ou seja, o impacto sobre a vegeta\u00e7\u00e3o nesses locais tende a ser mais intenso do que na m\u00e9dia do pa\u00eds.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>O Brasil queimou 12,7 milh\u00f5es de hectares em 2025, quase metade da \u00e1rea registrada em 2024 e 31% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, que \u00e9 de 18,4 milh\u00f5es de hectares ao ano. O dado \u00e9 o destaque da segunda edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual do Fogo no Brasil, lan\u00e7ado pelo <a href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\">MapBiomas<\/a>, que mapeia todas as \u00e1reas queimadas do pa\u00eds entre 1985 e 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda interrompe uma sequ\u00eancia de anos de expans\u00e3o do fogo e devolve o pa\u00eds a um patamar historicamente mais baixo de \u00e1rea queimada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados completos, incluindo o detalhamento por bioma, estado e munic\u00edpio, est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente na plataforma do MapBiomas, em https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Amaz\u00f4nia puxa a retra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O comportamento do fogo na Amaz\u00f4nia ajuda a explicar boa parte da queda nacional. Exatamente um ano depois de registrar a maior \u00e1rea queimada da s\u00e9rie hist\u00f3rica (15,8 milh\u00f5es de hectares em 2024), o bioma queimou 3,1 milh\u00f5es de hectares em 2025, sendo esta a menor \u00e1rea observada em 41 anos. Ainda assim, a Amaz\u00f4nia segue concentrando, ao lado do Cerrado, a maior parte de tudo o que j\u00e1 queimou no pa\u00eds: os dois biomas juntos respondem por 86% de toda a \u00e1rea atingida pelo fogo pelo menos uma vez desde 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cerrado tamb\u00e9m recuou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica, mas seguiu como o bioma mais afetado pelo fogo em todos os anos, com 8,7 milh\u00f5es de hectares queimados em 2025 e uma m\u00e9dia anual de 9,6 milh\u00f5es de hectares, a maior entre os biomas brasileiros. J\u00e1 o Pantanal teve a maior queda proporcional entre todos os biomas: apenas 121 mil hectares queimados em 2025, uma redu\u00e7\u00e3o de 85,6% frente \u00e0 sua m\u00e9dia hist\u00f3rica e a menor \u00e1rea&nbsp; j\u00e1 registrada no bioma. A Caatinga foi o \u00fanico bioma que fugiu \u00e0 regra e queimou acima da m\u00e9dia em 2025, com 505 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMais do que mostrar o quanto o Brasil queimou em um determinado ano, a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Mapbiomas Fogo permite entender como o regime de fogo est\u00e1 mudando ao longo do tempo. Saber onde o fogo \u00e9 recorrente, com que frequ\u00eancia ele retorna, qual \u00e9 sua severidade potencial e quais \u00e1reas est\u00e3o queimando mais ou menos \u00e9 essencial para definir prioridades, orientar a\u00e7\u00f5es preventivas e implementar, de forma mais eficiente, a Pol\u00edtica Nacional de Manejo Integrado do Fogo.\u201d destaca Ane Alencar, diretora de Ci\u00eancias do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quase dois ter\u00e7os do pa\u00eds j\u00e1 queimaram mais de uma vez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A nova edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual do Fogo atualiza o mapeamento de \u00e1rea queimada at\u00e9 2025 e traz dois produtos in\u00e9ditos: a severidade potencial do fogo, que estima o grau de impacto do fogo sobre a vegeta\u00e7\u00e3o em cinco n\u00edveis (baixa, moderada, alta, muito alta e extrema), e o intervalo de retorno do fogo, que quantifica o n\u00famero de anos entre as ocorr\u00eancias de fogo em uma mesma \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados, 64% da \u00e1rea queimada no pa\u00eds teve severidade moderada ou baixa, mas em biomas como Mata Atl\u00e2ntica, Pampa e Pantanal, as classes de severidade alta e muito alta j\u00e1 respondem por metade ou mais da \u00e1rea queimada.<\/p>\n\n\n\n<p>O intervalo de retorno do fogo mostra quanto tempo uma mesma \u00e1rea leva para queimar novamente. O levantamento aponta que 64% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil nos \u00faltimos 41 anos pegou fogo mais de uma vez, e que 52% das \u00e1reas com recorr\u00eancia voltam a queimar em at\u00e9 quatro anos. A Amaz\u00f4nia concentra os intervalos mais curtos de recorr\u00eancia: 31,6% de sua \u00e1rea queimada volta a pegar fogo em at\u00e9 dois anos, um sinal de que a vegeta\u00e7\u00e3o tem cada vez menos tempo para se recuperar entre um evento e outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa Amaz\u00f4nia, onde a vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 adaptada ao fogo, intervalos t\u00e3o curtos entre os eventos reduzem o tempo de recupera\u00e7\u00e3o da floresta e aumentam o risco de novos inc\u00eandios, mais intensos e degradantes. Esse processo pode comprometer progressivamente a regenera\u00e7\u00e3o e tornar a floresta cada vez mais vulner\u00e1vel ao fogo\u201d, diz Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e pesquisador do IPAM.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Cerrado \u00e9 o bioma com a maior propor\u00e7\u00e3o de \u00e1rea queimada mais de uma vez: 66% de tudo o que j\u00e1 queimou no bioma teve mais de uma ocorr\u00eancia de fogo desde 1985.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Cerrado, o fogo faz parte da din\u00e2mica natural do bioma, mas a incid\u00eancia atual, marcada por eventos mais frequentes e extensos, pode ultrapassar a capacidade de recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o. Quando esse regime se intensifica, aumentam os riscos de perda de biodiversidade e degrada\u00e7\u00e3o do bioma\u201d, afirma Vera La\u00edsa Arruda, pesquisadora da equipe MapBiomas Cerrado e MapBiomas Fogo e pesquisadora do IPAM.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tr\u00eas estados concentram quase metade de tudo o que j\u00e1 queimou<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00edvel estadual, o levantamento mostra que 47% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil desde 1985 est\u00e1 concentrada em tr\u00eas estados: Mato Grosso, Par\u00e1 e Maranh\u00e3o, que somam 45,1 milh\u00f5es, 31,6 milh\u00f5es e 20,7 milh\u00f5es de hectares queimados, respectivamente, ao longo dos 41 anos analisados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em n\u00edvel municipal, 11% de toda a \u00e1rea queimada do pa\u00eds est\u00e1 concentrada em 15 munic\u00edpios, com destaque para Corumb\u00e1 (MS) e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA), que lideram o ranking hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fogo em vegeta\u00e7\u00e3o nativa ainda \u00e9 maioria, mas varia por bioma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O mapeamento mostra que 71,5% de toda a \u00e1rea queimada no pa\u00eds entre 1985 e 2025 ocorreu em vegeta\u00e7\u00e3o nativa, contra 28,5% em \u00e1reas de uso antr\u00f3pico, como pastagens e \u00e1reas agr\u00edcolas. A propor\u00e7\u00e3o, no entanto, muda bastante conforme o bioma: na Amaz\u00f4nia e na Mata Atl\u00e2ntica, o fogo em \u00e1reas antr\u00f3picas j\u00e1 \u00e9 predominante, respondendo por mais da metade das queimadas,\u00a0 principalmente por conta do fogo em pastagens. J\u00e1 na Caatinga, no Cerrado, no Pampa e no Pantanal, o fogo em vegeta\u00e7\u00e3o nativa segue respondendo por mais de 80% de tudo o que j\u00e1 queimou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/youtube.com\/live\/hl-5PlDB-NM\"><strong>Clique aqui para assistir a transmiss\u00e3o do lan\u00e7amento da Cole\u00e7\u00e3o 5 do MapBiomas Fogo<\/strong><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21 de julho de 2026 O Brasil queimou 12,7 milh\u00f5es de hectares em 2025, quase metade da \u00e1rea registrada em 2024 e 31% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, que \u00e9 de 18,4 milh\u00f5es de hectares ao ano. O dado \u00e9 o destaque da segunda edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual do Fogo no Brasil, lan\u00e7ado pelo MapBiomas, que [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":25,"featured_media":9175,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2.jpg",1433,620,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-400x300.jpg",400,300,true],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-300x130.jpg",300,130,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-768x332.jpg",768,332,true],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-1024x443.jpg",1024,443,true],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2.jpg",1433,620,false],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2.jpg",1433,620,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-18x8.jpg",18,8,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-970x545.jpg",970,545,true],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2026\/06\/ChatGPT-Image-29-de-jun.-de-2026-09_09_53-1-2-370x370.jpg",370,370,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"carolinacalvet","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/carolinacalvet\/"},"uagb_comment_info":2,"uagb_excerpt":"21 de julho de 2026 O Brasil queimou 12,7 milh\u00f5es de hectares em 2025, quase metade da \u00e1rea registrada em 2024 e 31% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica, que \u00e9 de 18,4 milh\u00f5es de hectares ao ano. O dado \u00e9 o destaque da segunda edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual do Fogo no Brasil, lan\u00e7ado pelo MapBiomas, que&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9188"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9188"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9220,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9188\/revisions\/9220"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}