{"id":7992,"date":"2025-11-05T11:37:55","date_gmt":"2025-11-05T14:37:55","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=7992"},"modified":"2025-11-05T11:38:47","modified_gmt":"2025-11-05T14:38:47","slug":"limite-maximo-de-temperatura-do-acordo-de-paris-e-atingido-na-amazonia-e-superado-no-pantanal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2025\/11\/05\/limite-maximo-de-temperatura-do-acordo-de-paris-e-atingido-na-amazonia-e-superado-no-pantanal\/","title":{"rendered":"Limite m\u00e1ximo de temperatura do Acordo de Paris \u00e9 atingido na Amaz\u00f4nia e superado no Pantanal\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-small-font-size\">05 de novembro de 2025<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1-1024x682.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7993\" srcset=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1-1024x682.png 1024w, https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1-300x200.png 300w, https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1-768x512.png 768w, https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1-18x12.png 18w, https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1.png 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Um grau e meio acima da m\u00e9dia: essa foi a temperatura m\u00e9dia na Amaz\u00f4nia Brasileira em 2024 &#8211; uma marca que idealmente n\u00e3o deveria ter sido atingida, conforme o Acordo de Paris. N\u00e3o foi um caso isolado: em outros locais do nosso pa\u00eds essa marca tamb\u00e9m foi ultrapassada no ano passado. \u00c9 o caso do Pantanal, onde o aumento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia foi de 1,8\u00b0C. Estes s\u00e3o alguns dos dados in\u00e9ditos que o MapBiomas lan\u00e7a em 5 de novembro, \u00e0s v\u00e9speras da COP30,&nbsp; em sua nova plataforma, o MapBiomas Atmosfera. A partir de imagens de sat\u00e9lite e modelagem de dados, a plataforma disponibiliza dados clim\u00e1ticos sobre varia\u00e7\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o entre 1985 e 2024, al\u00e9m de dados sobre poluentes atmosf\u00e9ricos entre 2003 e 2024 cobrindo todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cO MapBiomas Atmosfera \u00e9 uma nova ferramenta que auxilia o Brasil a implementar pol\u00edticas p\u00fablicas baseadas em evid\u00eancias experimentais e mostra quais seriam as regi\u00f5es mais impactadas pelas mudan\u00e7as do clima e mudan\u00e7a de uso da terra. \u00c9 uma nova ferramenta importante para auxiliar na preserva\u00e7\u00e3o de nossos ecossistemas\u201d, destaca Paulo Artaxo, professor da USP e que faz parte da iniciativa do MapBiomas Atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p>O MapBiomas tamb\u00e9m lan\u00e7a esta semana uma publica\u00e7\u00e3o para apoiar negociadores, jornalistas, pesquisadores e demais stakeholders participantes da confer\u00eancia do clima de Bel\u00e9m com um guia contendo um compilado dos mais recentes dados de cobertura e uso da terra no Brasil, traduzidos em blocos tem\u00e1ticos que mostram como essas informa\u00e7\u00f5es podem orientar a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica em diferentes contextos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cA ci\u00eancia \u00e9 a base sobre a qual os pa\u00edses decidiram estabelecer uma a\u00e7\u00e3o global conjunta de enfrentamento dos grandes desafios ambientais deste s\u00e9culo. Nestas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas de negocia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foi s\u00f3 o clima que mudou: a cobertura e uso da terra, no Brasil e no mundo, tamb\u00e9m mudaram. E isso tem impacto direto sobre o clima\u201d, explica Julia Shimbo, coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia perdeu 52 milh\u00f5es de hectares, ou -13%, de \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa desde <a href=\"http:\/\/1985.no\">1985.<\/a> No mesmo per\u00edodo o bioma teve um aumento m\u00e9dio da temperatura em 1,2\u00b0C. Os estudos mais recentes apontam que a perda de florestas modifica as trocas de calor e de vapor d\u2019\u00e1gua com a atmosfera, resultando em temperaturas mais elevadas\u201d, acrescenta Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas. Recentemente, utilizando essa base de dados, um <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1038\/s41467-025-63156-0\">estudo publicado na <em>Nature Geoscience<\/em><\/a> mostrou que o desmatamento causa 74% da redu\u00e7\u00e3o das chuvas e 16% do aumento da temperatura na Amaz\u00f4nia durante a seca.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas quatro d\u00e9cadas entre 1985 e 2024, a temperatura tem aumentado em todo o Brasil a uma taxa m\u00e9dia de 0,29<sup>o<\/sup>C por d\u00e9cada, segundo o MapBiomas Atmosfera. Alguns biomas, no entanto, est\u00e3o se aquecendo mais rapidamente. \u00c9 o caso do Pantanal&nbsp; (+ 0,47\u00b0C \/ d\u00e9cada) e do Cerrado (+ 0,31\u00b0C \/ d\u00e9cada) \u2013 ambos na parte mais continental do pa\u00eds. A Amaz\u00f4nia, como um todo, permaneceu na m\u00e9dia (+ 0,29\u00b0C \/ d\u00e9cada), enquanto outros biomas costeiros apresentaram um ritmo mais brando de aquecimento: Caatinga (+ 0,25\u00b0C \/ d\u00e9cada), Mata Atl\u00e2ntica (+ 0,21\u00b0C \/ d\u00e9cada) e Pampa (+ 0,14\u00b0C \/ d\u00e9cada).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cOs \u00faltimos tr\u00eas relat\u00f3rios do IPCC j\u00e1 apontavam estas tend\u00eancias de aquecimento e de altera\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o que estamos observando na plataforma MapBiomas Atmosfera\u201d, coloca Paulo Artaxo. \u201cEstes aumentos de temperatura t\u00eam impactos significativos em todos os biomas brasileiros. A redu\u00e7\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem efeitos importantes, especialmente na Amaz\u00f4nia e no Pantanal\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma d\u00e9cada, desde 2014, a temperatura no Brasil tem se mantido acima da m\u00e9dia do per\u00edodo analisado (1985-2024). O maior valor de anomalia foi observado em 2024, quando a temperatura ficou 1,2 <sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia dos \u00faltimos 40 anos.&nbsp; Desde 2019, temperaturas acima da m\u00e9dia t\u00eam sido registradas em quase todos os biomas. Nos biomas Caatinga, Cerrado e Pampa, as anomalias de temperatura t\u00eam se mantido em at\u00e9 1 <sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia. J\u00e1 o bioma Pantanal registrou um recorde de anomalia em 2024, com temperaturas 1,8<sup> o<\/sup>C acima da m\u00e9dia. Esse bioma \u00e9 alimentado pelas chuvas na Bacia do Alto Paraguai que, em 2024, registrou precipita\u00e7\u00e3o 314 mm abaixo da m\u00e9dia, com 205 dias sem chuva.&nbsp; O ano de 2024 foi especialmente quente em todo o Brasil, sendo que a temperatura ficou de 0,3 a 2,0<sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica em todos os estados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O MapBiomas Atmosfera mostra tamb\u00e9m que a temperatura do ar est\u00e1 aumentando em todo o Brasil, mas com varia\u00e7\u00f5es de estado a estado. Nas unidades federativas mais continentais, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Piau\u00ed, a temperatura est\u00e1 subindo mais rapidamente, com taxas entre 0,34<sup>o<\/sup>C e 0,40<sup>o<\/sup>C por d\u00e9cada. J\u00e1 os estados ao longo da costa brasileira tendem a apresentar menores taxas de aumento de temperatura, como Rio Grande do Norte, Alagoas e Para\u00edba (0,10<sup>o<\/sup>C a 0,12<sup>o<\/sup>C\/d\u00e9cada). Na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, a temperatura do ar aumenta a uma taxa de 0,19<sup>o<\/sup>C por d\u00e9cada.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova plataforma MapBiomas Atmosfera inclui ainda dados sobre polui\u00e7\u00e3o do ar entre 2003 e 2024, estimados a partir de modelos atmosf\u00e9ricos globais. Eles mostram que o ar mais limpo do Brasil se encontra em estados litor\u00e2neos do Nordeste, como Bahia, Sergipe e Pernambuco, onde a concentra\u00e7\u00e3o de material particulado fino (MP2,5) foi inferior a 7 \u00b5g\/m<sup>3<\/sup> em 2024.&nbsp; O MP2,5 consiste em pequenas part\u00edculas suspensas no ar,&nbsp; sendo um dos principais poluentes atmosf\u00e9ricos. O MP2,5 est\u00e1 presente na fuma\u00e7a emitida pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis e de biomassa. \u201cO material particulado fino (MP2,5) \u00e9 composto por part\u00edculas microsc\u00f3picas presentes no ar, que representam uma das formas mais nocivas de polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e oferecem riscos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Luiz Augusto Toledo Machado, professor visitante da USP e membro da equipe MapBiomas Atmosfera. Em Rond\u00f4nia e Mato Grosso, os estados que apresentaram as maiores concentra\u00e7\u00f5es de material particulado fino do Brasil em 2024, a m\u00e9dia anual de MP2,5 foi estimada em 42 e 30 \u00b5g\/m<sup>3<\/sup>, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe forma geral, a polui\u00e7\u00e3o do ar na regi\u00e3o Norte foi mais intensa do que em \u00e1reas fortemente urbanizadas da regi\u00e3o Sudeste em 2024.&nbsp; A baixa qualidade do ar em estados amaz\u00f4nicos tem rela\u00e7\u00e3o direta com a fuma\u00e7a dos inc\u00eandios florestais, que ocorrem principalmente na esta\u00e7\u00e3o seca do bioma, entre julho e setembro, quando as chuvas diminuem de 250 mm\/m\u00eas para 100 mm\/m\u00eas, aproximadamente\u201d, esclarece Luciana Rizzo, professora da USP e integrante da iniciativa do MapBiomas Atmosfera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O clima mais seco favorece a ocorr\u00eancia de fogo. Em 2024, choveu 448 mm (-20%) abaixo da m\u00e9dia do bioma, enquanto a temperatura ficou 1,5<sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia. Em alguns locais da Amaz\u00f4nia, a anomalia de precipita\u00e7\u00e3o atingiu -1000 mm\/ano. A diminui\u00e7\u00e3o das chuvas contribuiu para o aumento da \u00e1rea queimada, que atingiu 15,6 milh\u00f5es de hectares no bioma em 2024. A fuma\u00e7a dos inc\u00eandios cont\u00e9m MP2,5, cuja concentra\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ou uma m\u00e9dia anual de 24,8 \u00b5g\/m<sup>3<\/sup> em 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No pico da esta\u00e7\u00e3o do fogo, em setembro, a \u00e1rea queimada na Amaz\u00f4nia atinge dois milh\u00f5es de hectares, em m\u00e9dia.&nbsp; A concentra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de MP2,5 pode chegar a 43 \u00b5g\/m<sup>3<\/sup> nessa \u00e9poca do ano. Por outro lado, na \u00e9poca das chuvas, as concentra\u00e7\u00f5es de MP2,5 ficam abaixo de 15 \u00b5g\/m<sup>3<\/sup> na Amaz\u00f4nia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses n\u00fameros s\u00e3o valiosos para compreender e gerir a qualidade do ar, apesar de n\u00e3o poderem ser tomados de maneira absoluta. Eles indicam a presen\u00e7a de plumas de polui\u00e7\u00e3o, \u00e1reas e per\u00edodos cr\u00edticos, comportamentos temporais de concentra\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o de poluentes, entre outros, o que pode auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o dos problemas de polui\u00e7\u00e3o e no desenho de solu\u00e7\u00f5es\u201d, diz David Tsai, gerente de projetos do IEMA respons\u00e1vel pela Plataforma da Qualidade do Ar, que re\u00fane os dados de monitoramento da qualidade do ar gerados por esta\u00e7\u00f5es de medi\u00e7\u00e3o em solo dos \u00f3rg\u00e3os estaduais de meio ambiente. \u201cPor\u00e9m, \u00e9 importante lembrar que atualmente os dados de sat\u00e9lite e modelagem n\u00e3o t\u00eam a acur\u00e1cia necess\u00e1ria para aferir o cumprimento de padr\u00f5es de qualidade do ar\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, os estados da regi\u00e3o Norte registraram d\u00e9ficits de precipita\u00e7\u00e3o, com destaque para Rond\u00f4nia, onde choveu 648 mm (36% abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica entre 1985 e 2024). Os estados com menor n\u00famero de dias chuvosos foram Sergipe, Pernambuco e Alagoas, variando entre 266 e 272 dias sem chuva. Se por um lado choveu menos no norte do pa\u00eds em 2024, os estados da regi\u00e3o Sul registraram chuvas acima da m\u00e9dia, especialmente o Rio Grande do Sul, onde choveu 328 mm (19% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica). Em maio de 2024, choveu mais do que o dobro do esperado para o Rio Grande do Sul: foram 370 mm, 150% acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica. A regi\u00e3o serrana do estado registrou volumes de chuva at\u00e9 500 mm acima da m\u00e9dia em maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cEsse padr\u00e3o de seca na maior parte do Brasil e de chuvas na regi\u00e3o Sul \u00e9 tipicamente observado em anos de fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico El Ni\u00f1o, resultado do aquecimento an\u00f4malo das \u00e1guas do oceano Pac\u00edfico\u201d, explica Luiz Machado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a temperatura do ar tem aumentado sistematicamente em todo o pa\u00eds, a precipita\u00e7\u00e3o anual mostra um comportamento mais complexo, com altern\u00e2ncia entre per\u00edodos secos e chuvosos nos \u00faltimos 40 anos em todo o Brasil. Em 2009 choveu 252 mm (+ 14%) acima da m\u00e9dia no pa\u00eds. J\u00e1 2023 foi o ano mais seco, com chuvas 308 mm (- 18%) abaixo da m\u00e9dia, quando se registrou o volume de 1446 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o do Matopiba, fronteira agr\u00edcola do Cerrado, perdeu 27% de \u00e1reas naturais entre 1985 e 2024, majoritariamente (99%) para a agropecu\u00e1ria. No Matopiba, a temperatura tem aumentado a uma taxa de 0,32<sup>o<\/sup>C por d\u00e9cada. A precipita\u00e7\u00e3o mostra uma altern\u00e2ncia entre per\u00edodos secos e chuvosos, com n\u00famero de dias sem chuva variando de 145 a 210 dias por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Caatinga, o ano mais quente e seco foi 2023, com temperatura 0,8 <sup>o<\/sup>C acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica e precipita\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 547 mm\/ano (27% abaixo da m\u00e9dia). A distribui\u00e7\u00e3o espacial das chuvas no bioma \u00e9 desigual, e, em seu interior, foram observadas regi\u00f5es com precipita\u00e7\u00e3o inferior a 300 mm em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das informa\u00e7\u00f5es mencionadas, o MapBiomas Atmosfera tamb\u00e9m re\u00fane dados sobre o n\u00famero de dias sem chuva e a disponibilidade de \u00e1gua no solo \u2014 indicadores para a an\u00e1lise do estresse h\u00eddrico no Brasil. O sistema ainda apresenta informa\u00e7\u00f5es sobre dias de chuva persistente, que ajudam a identificar regi\u00f5es com excesso de precipita\u00e7\u00e3o e monitorar \u00e1reas vulner\u00e1veis a enchentes. Por exemplo, os dados de 2024 mostram anomalia de dias com chuva persistente no Rio Grande do Sul, especialmente entre os meses de abril e junho.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>05 de novembro de 2025 Um grau e meio acima da m\u00e9dia: essa foi a temperatura m\u00e9dia na Amaz\u00f4nia Brasileira em 2024 &#8211; uma marca que idealmente n\u00e3o deveria ter sido atingida, conforme o Acordo de Paris. N\u00e3o foi um caso isolado: em outros locais do nosso pa\u00eds essa marca tamb\u00e9m foi ultrapassada no ano [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":25,"featured_media":7918,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128.png",1280,853,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-400x300.png",400,300,true],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-300x200.png",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-768x512.png",768,512,true],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-1024x682.png",1024,682,true],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128.png",1280,853,false],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128.png",1280,853,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-18x12.png",18,12,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-970x545.png",970,545,true],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/11\/las-capas-de-la-atmosfera-terrestre-su-importancia-y-principales-caracteristicas-1716159962968_128-370x370.png",370,370,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"carolinacalvet","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/carolinacalvet\/"},"uagb_comment_info":18,"uagb_excerpt":"05 de novembro de 2025 Um grau e meio acima da m\u00e9dia: essa foi a temperatura m\u00e9dia na Amaz\u00f4nia Brasileira em 2024 &#8211; uma marca que idealmente n\u00e3o deveria ter sido atingida, conforme o Acordo de Paris. N\u00e3o foi um caso isolado: em outros locais do nosso pa\u00eds essa marca tamb\u00e9m foi ultrapassada no ano&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7992"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7994,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7992\/revisions\/7994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7918"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}