{"id":6168,"date":"2024-12-16T14:21:39","date_gmt":"2024-12-16T17:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=6168"},"modified":"2024-12-16T14:21:40","modified_gmt":"2024-12-16T17:21:40","slug":"area-queimada-no-brasil-ate-novembro-quase-dobra-em-relacao-a-2023-e-e-recorde-nos-ultimos-seis-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2024\/12\/16\/area-queimada-no-brasil-ate-novembro-quase-dobra-em-relacao-a-2023-e-e-recorde-nos-ultimos-seis-anos\/","title":{"rendered":"Burned area in Brazil until November almost double compared to 2023 and is a record for the last six years\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>16 de novembro de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, totalizando um territ\u00f3rio equivalente a todo o estado do Rio Grande do Sul. Os dados s\u00e3o da mais recente edi\u00e7\u00e3o do Monitor do Fogo, do MapBiomas. Ao todo, 29,7 milh\u00f5es de hectares foram queimados no per\u00edodo &#8211; um aumento de 90% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023 e a maior extens\u00e3o dos \u00faltimos seis anos. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado \u00e9 de 14 milh\u00f5es de hectares a mais, uma \u00e1rea equivalente ao estado do Amap\u00e1.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse aumento desproporcional da \u00e1rea queimada no Brasil em 2024, principalmente a \u00e1rea de floresta, acende um alerta de que al\u00e9m de reduzir o desmatamento, precisamos reduzir e controlar o uso do fogo, principalmente em anos onde as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o extremas e podem fazer o que seria uma pequena queimada virar um grande inc\u00eandio\u201d, explica Ane Alencar, diretora de ci\u00eancia do IPAM e coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Mais da metade (57%) da \u00e1rea queimada entre janeiro e novembro no Brasil fica na Amaz\u00f4nia, onde 16,9 milh\u00f5es de hectares foram afetados pelo fogo.\u00a0 Nesse bioma, foram queimados 7,6 milh\u00f5es de hectares de florestas, incluindo florestas alag\u00e1veis \u2013 extens\u00e3o que ficou \u00e0 frente das pastagens queimadas no per\u00edodo na Amaz\u00f4nia, que totalizaram 5,59 milh\u00f5es de hectares. O segundo bioma mais afetado pelo fogo foi o Cerrado, com 9,6 milh\u00f5es de hectares &#8211; 85% dos quais (ou 8,2 milh\u00f5es de hectares) em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Esse n\u00famero representa um aumento de 47% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos. Houve aumento tamb\u00e9m no Pantanal, onde a \u00e1rea queimada de janeiro a novembro foi de 1,9 milh\u00e3o de hectares e representou um crescimento de 68% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/12\/11_Boletim_fogo_Novembro2024.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/12\/11_Boletim_fogo_Novembro2024.pdf\">Confira o Boletim do Fogo de novembro clicando aqui<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea queimada nos demais biomas entre janeiro e novembro deste ano foi: 1 milh\u00e3o hectares na Mata Atl\u00e2ntica, sendo que 71% da \u00e1rea afetada estava em \u00e1reas agropecu\u00e1rias; 3,3 mil hectares no Pampa; e 297 mil hectares na Caatinga &#8211; uma diminui\u00e7\u00e3o de 49% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023, com 82% das queimadas concentradas em forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas. Eduardo Velez, da equipe do Pampa do MapBiomas, explica que a \u00e1rea queimada no Pampa \u00e9 a menor dos \u00faltimos tr\u00eas anos para esse per\u00edodo. \u201cTrata-se de uma consequ\u00eancia da maior umidade observada na regi\u00e3o, com chuvas acima da m\u00e9dia para o per\u00edodo\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n<p>O estado que mais queimou nos 11 primeiros meses deste ano foi o Par\u00e1, com 6,97 milh\u00f5es de hectares. Esse total equivale a 23% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil e a 41% do que foi queimado na Amaz\u00f4nia entre janeiro e novembro. Mato Grosso e Tocantins ficaram em segundo e terceiro lugares, com 6,8 milh\u00f5es e 2,7 milh\u00f5es de hectares, respectivamente. Juntos, esses tr\u00eas estados totalizaram 56% da \u00e1rea queimada no per\u00edodo no pa\u00eds. Os munic\u00edpios de S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) e Corumb\u00e1 (MS) registraram as maiores \u00e1reas queimadas entre janeiro e novembro de 2024, com 1,47 milh\u00e3o de hectares e 837 mil hectares queimados, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todo o pa\u00eds, o fogo atingiu prioritariamente \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, que representam 73% do total. Um quarto (25%) da \u00e1rea queimada no Brasil foi em florestas. Entre as \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio, as pastagens se destacaram, com 6,4 milh\u00f5es de hectares queimados entre janeiro e novembro de 2024, ou 21% do total nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs n\u00fameros de 2024 s\u00e3o alarmantes, especialmente considerando que 2023 j\u00e1 havia registrado uma tend\u00eancia de alta, comprometendo n\u00e3o apenas os biomas mais afetados, como Amaz\u00f4nia e Cerrado, mas tamb\u00e9m o equil\u00edbrio clim\u00e1tico\u201d, alerta Vera Arruda,\u00a0 pesquisadora no IPAM e coordenadora t\u00e9cnica do Monitor do Fogo do MapBiomas.\u00a0 \u201cO recorde de \u00e1rea queimada tamb\u00e9m em florestas afeta sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o e a resili\u00eancia ecossist\u00eamica\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1rea queimada em novembro concentra-se na Amaz\u00f4nia e no Par\u00e1\u00a0<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros de novembro refletem o arrefecimento da esta\u00e7\u00e3o do fogo no Brasil, por\u00e9m em patamares mais altos que em 2023. Embora represente uma queda em rela\u00e7\u00e3o aos 5,2 milh\u00f5es de hectares queimados em outubro, a \u00e1rea afetada pelo fogo em novembro foi 70% maior em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia para esse m\u00eas nos \u00faltimos seis anos. Os 2,2 milh\u00f5es de hectares queimados em novembro \u2013 \u00e1rea equivalente ao estado de Sergipe &#8211; correspondem a 7,4% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Quase dois ter\u00e7os (64%) da \u00e1rea queimada em novembro de 2024 foi de vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u2013 a maioria em florestas (40% da \u00e1rea queimada no m\u00eas). Novamente as pastagens se destacam entre as \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio, com 32,7% da \u00e1rea queimada em novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A Amaz\u00f4nia representa 81% do total queimado no m\u00eas. Os 1,8 milh\u00e3o de hectares representam o dobro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia para o m\u00eas nos \u00faltimos seis\u00a0 anos. O tipo de vegeta\u00e7\u00e3o nativa que mais queimou foram as florestas, com 37% da \u00e1rea queimada em novembro de 2024 (662 mil hectares). A classe de uso da terra mais afetada foi pastagem, com 38% da \u00e1rea total queimada na Amaz\u00f4nia em novembro de 2024 (680 mil hectares).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse crescimento da \u00e1rea queimada na Amaz\u00f4nia reflete n\u00e3o apenas a intensifica\u00e7\u00e3o das atividades humanas, mas tamb\u00e9m a continuidade de condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas, com a seca que j\u00e1 marcava 2023 e se prolongando por 2024. Este aumento consider\u00e1vel evidencia a crescente vulnerabilidade das florestas diante da seca prolongada e da press\u00e3o do desmatamento\u201d, explica Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM e da equipe do Monitor do Fogo do MapBiomas. \u201cEm 2024, observou-se uma mudan\u00e7a preocupante no padr\u00e3o das \u00e1reas atingidas pelo fogo, enquanto nos \u00faltimos seis anos as queimadas afetaram predominantemente \u00e1reas de pastagem, neste ano as florestas passaram a ser as mais impactadas\u201d, destaca.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da Amaz\u00f4nia, quase metade (48%) da \u00e1rea queimada em novembro fica no Par\u00e1, onde 870 mil hectares foram afetados pelo fogo. Maranh\u00e3o (477 mil hectares) e Mato Grosso (180 mil hectares) s\u00e3o o segundo e o terceiro estados com maior \u00e1rea queimada em novembro.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas munic\u00edpios que mais queimaram no Brasil em novembro ficam no Par\u00e1: Oriximin\u00e1 (81 mil hectares), Moju (54 mil hectares) e Nova Esperan\u00e7a do Piri\u00e1 (50 mil hectares). Em Santar\u00e9m, foram queimados 10,7 mil hectares em novembro &#8211; mais de 277% em rela\u00e7\u00e3o a outubro deste ano, quando foram queimados 2,8 mil hectares no munic\u00edpio. Apesar desse grande crescimento de um m\u00eas para o outro, a \u00e1rea queimada em novembro de 2024 est\u00e1 abaixo do mesmo per\u00edodo no ano passado, quando 54,7 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Santar\u00e9m.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO estado do Par\u00e1, que liderou o ranking de queimadas no Brasil no m\u00eas de novembro, enfrenta graves consequ\u00eancias ambientais e de sa\u00fade p\u00fablica\u201d, adverte Felipe Martenexen.\u201d Entre as regi\u00f5es mais afetadas est\u00e1 Santar\u00e9m, no oeste do estado, onde a qualidade do ar tem se deteriorado rapidamente. Os moradores convivem com uma atmosfera carregada de part\u00edculas t\u00f3xicas, que afetam a visibilidade e aumentam os riscos de doen\u00e7as respirat\u00f3rias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>No Cerrado, o fogo atingiu 237 mil hectares em novembro. \u00c1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa representaram 74% desse total (175 mil hectares), principalmente forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas\u00a0 (96 mil hectares) e forma\u00e7\u00f5es florestais (63 mil hectares). No Pantanal, a \u00e1rea atingida pelo fogo em novembro foi de 98 mil hectares, 87% em \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o campestre. Na Mata Atl\u00e2ntica, 12,5 mil hectares foram queimados em novembro, principalmente em \u00e1reas de v\u00e1rzea (35% ou 4,4 mil hectares).\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16 de novembro de 2024 A \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, totalizando um territ\u00f3rio equivalente a todo o estado do Rio Grande do Sul. Os dados s\u00e3o da mais recente edi\u00e7\u00e3o do Monitor do Fogo, do MapBiomas. 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