{"id":6063,"date":"2024-11-26T10:36:36","date_gmt":"2024-11-26T13:36:36","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=6063"},"modified":"2025-04-03T18:38:55","modified_gmt":"2025-04-03T21:38:55","slug":"quase-metade-dos-municipios-na-mata-atlantica-tiveram-aumento-de-vegetacao-nativa-desde-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2024\/11\/26\/quase-metade-dos-municipios-na-mata-atlantica-tiveram-aumento-de-vegetacao-nativa-desde-2008\/","title":{"rendered":"Almost half of the municipalities in the Atlantic Forest had an increase in native vegetation since 2008"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Apesar disso, 60% dos munic\u00edpios do bioma t\u00eam menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>26 de novembro de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e1lise sobre ganhos e perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa relacionado \u00e0 data de aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, em 2008, mostra que dentre todos os munic\u00edpios presentes na Mata Atl\u00e2ntica, 45% apresentaram algum ganho entre 2008 e 2023. Por outro lado, 18% perderam \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no mesmo per\u00edodo. Apesar disso, 60% dos munic\u00edpios possuem menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e mais da metade (53%) dos munic\u00edpios com mais de 50% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa tem alguma Unidade de Conserva\u00e7\u00e3o dentro dos seus limites (sem considerar as APAs). \u00c9 o que mostram os mais recentes dados do MapBiomas, obtidos a partir da Cole\u00e7\u00e3o 9 de mapas de cobertura e uso da terra no Brasil, que est\u00e3o sendo divulgados hoje (26\/11).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/12\/Factsheet-Mata_Atlantica_C9_26.11.pdf\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/12\/Factsheet-Mata_Atlantica_C9_26.11.pdf\">&gt;&gt; Acesse o Fact Sheet completo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Com apenas 31% de cobertura vegetal nativa, a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma brasileiro que mais sofreu transforma\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos s\u00e9culos. Embora 67% de sua \u00e1rea tenha uso antr\u00f3pico, a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa entre 1985 e 2023 foi de 3,7 milh\u00f5es de hectares, ou 10% do total. Nos \u00faltimos 39 anos, apenas tr\u00eas estados tiveram aumento na \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o nativa: Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento no bioma em 2023, um destaque importante \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de 49% da \u00e1rea desmatada quando comparado&nbsp; ao que foi desmatado no ano 2000. Essa perda acontece principalmente em \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o florestal e mais da metade ocorreu em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, que s\u00e3o \u00e1reas que j\u00e1 foram desmatadas anteriormente e estavam em processo de regenera\u00e7\u00e3o. Nas \u00e1reas naturais, a floresta foi o tipo de cobertura com maior queda entre 1985 e 2023: 2,7 milh\u00f5es de hectares a menos. Essa classe, que inclui \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o florestal, forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica, mangue e restinga arb\u00f3rea, passou de 33,92 milh\u00f5es de hectares para 31,06 em 2023.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A forma\u00e7\u00e3o campestre foi a classe que, proporcionalmente, mais perdeu \u00e1rea em 39 anos, principalmente para a convers\u00e3o em \u00e1reas de agricultura e pastagem, uma redu\u00e7\u00e3o de 27% em rela\u00e7\u00e3o a 1985, quando ocupava uma \u00e1rea de 2,45 milh\u00f5es de hectares. Em 2023 essa \u00e1rea passa a ser 1,79 milh\u00e3o de hectares. A diminui\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o campestre foi observada em todos os anos da s\u00e9rie hist\u00f3rica, por\u00e9m entre 2003 e 2019 essa perda foi mais acentuada, com m\u00e9dia de 28 mil hectares a menos por ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Mata Atl\u00e2ntica convive simultaneamente com o desmatamento e a regenera\u00e7\u00e3o, mas em regi\u00f5es que n\u00e3o coincidem. Ainda perdemos matas nas regi\u00f5es onde ainda h\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o relevante de remanescentes e ganhando onde a devasta\u00e7\u00e3o ocorreu d\u00e9cadas atr\u00e1s e sobrou muito pouco. O desmatamento zero e a restaura\u00e7\u00e3o em grande escala v\u00e3o garantir o futuro do bioma, contribuir para enfrentar as crises globais do clima e da biodiversidade, garantir servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e evitar trag\u00e9dias localmente\u201d, afirma Luis Fernando Guedes Pinto, Diretor Executivo da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p>O bioma concentra 51,5% de toda a \u00e1rea urbanizada no Brasil, com um aumento de 2,5 vezes da \u00e1rea ocupada em 1985, cerca de 1,3 milh\u00f5es de hectares a mais. Os estados com maior expans\u00e3o em \u00e1rea foram S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Minas Gerais, com 707 mil hectares, 294 mil hectares e 227 mil hectares de \u00e1reas urbanizadas em 2023, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agricultura avan\u00e7a sobre \u00e1reas de pastagens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Entre 1985 e 2023, a \u00e1rea agr\u00edcola na Mata Atl\u00e2ntica teve um salto de 91%, passando de 10,6 milh\u00f5es de hectares para 20,2 milh\u00f5es de hectares &#8211; um ganho de 9,5 milh\u00f5es de hectares. De toda a \u00e1rea de agricultura no Brasil, um ter\u00e7o (33%) encontra-se na Mata Atl\u00e2ntica. Os estados com maior aumento proporcional de agricultura nos \u00faltimos 39 anos foram Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se a agricultura foi a classe de uso antr\u00f3pico que mais cresceu no bioma desde 1985, a pastagem foi a que mais perdeu, principalmente pela convers\u00e3o para cultivos agr\u00edcolas. Apesar disso, em 2023, a pastagem ainda representa o principal uso antr\u00f3pico do territ\u00f3rio, ocupando 26,23% de toda a \u00e1rea do bioma, ou 29,02 milh\u00f5es de hectares. As \u00e1reas de agropecu\u00e1ria, incluindo pastagem, mosaico de usos, agricultura e silvicultura,&nbsp; passaram de 69,81 milh\u00f5es de hectares em 1985 para 71,99 milh\u00f5es de hectares em 2023.&nbsp; Nesse \u00faltimo ano,&nbsp; 28% dos munic\u00edpios da Mata Atl\u00e2ntica t\u00eam a agricultura como uso predominante.<\/p>\n\n\n\n<p>A soja e a cana-de-a\u00e7\u00facar somam 87% da \u00e1rea de lavoura tempor\u00e1ria do bioma. Em 39 anos, o cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar cresceu 225%, um ganho de 4,2 milh\u00f5es de hectares. De toda a \u00e1rea de cana-de-a\u00e7\u00facar do pa\u00eds em 2023, 66% ocorrem na Mata Atl\u00e2ntica e t\u00eam no estado de S\u00e3o Paulo seu maior destaque, com 71% de todo cultivo no bioma. A soja apresentou aumento de 4,5 vezes na \u00e1rea cultivada, passando de 2,4 milh\u00f5es de hectares em 1985 para 10,6 milh\u00f5es de hectares em 2023. Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul concentram 76% dessa cultura na Mata Atl\u00e2ntica. As lavouras tempor\u00e1rias&nbsp; incluem, al\u00e9m da soja e cana-de-a\u00e7\u00facar, arroz, algod\u00e3o e outras lavouras tempor\u00e1rias. A Mata Atl\u00e2ntica abriga 33% desse tipo de cultivo no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A silvicultura teve sua \u00e1rea quadruplicada&nbsp; em 39 anos, passando de 900,39 mil hectares em 1985 para 4,51 milh\u00f5es em 2023. Isso equivale a 50% da \u00e1rea de florestas plantadas em todo o pa\u00eds. Santa Catarina, Paran\u00e1 e Bahia somam mais de 60% da silvicultura da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar disso, 60% dos munic\u00edpios do bioma t\u00eam menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa 26 de novembro de 2024 Uma an\u00e1lise sobre ganhos e perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa relacionado \u00e0 data de aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, em 2008, mostra que dentre todos os munic\u00edpios presentes na Mata Atl\u00e2ntica, 45% apresentaram algum ganho entre 2008 e [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":25,"featured_media":6064,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa.jpg",1600,778,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-400x300.jpg",400,300,true],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-300x146.jpg",300,146,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-768x373.jpg",768,373,true],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-1024x498.jpg",1024,498,true],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-1536x747.jpg",1536,747,true],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa.jpg",1600,778,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-18x9.jpg",18,9,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-970x545.jpg",970,545,true],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/11\/capa-370x370.jpg",370,370,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"carolinacalvet","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/carolinacalvet\/"},"uagb_comment_info":133,"uagb_excerpt":"Apesar disso, 60% dos munic\u00edpios do bioma t\u00eam menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o nativa 26 de novembro de 2024 Uma an\u00e1lise sobre ganhos e perdas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa relacionado \u00e0 data de aplica\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Florestal, em 2008, mostra que dentre todos os munic\u00edpios presentes na Mata Atl\u00e2ntica, 45% apresentaram algum ganho entre 2008 e&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/25"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6063"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6650,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6063\/revisions\/6650"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6064"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6063"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6063"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6063"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}