{"id":5310,"date":"2024-09-05T11:20:07","date_gmt":"2024-09-05T14:20:07","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=5310"},"modified":"2024-09-05T11:27:50","modified_gmt":"2024-09-05T14:27:50","slug":"colecao-5-do-mapbiomas-chaco-alerta-sobre-avanco-agropecuario-nas-regioes-naturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2024\/09\/05\/colecao-5-do-mapbiomas-chaco-alerta-sobre-avanco-agropecuario-nas-regioes-naturais\/","title":{"rendered":"Collection 5 of MapBiomas Chaco alerts about the advancement of agribusiness in natural regions"},"content":{"rendered":"<p><em>The loss of natural vegetation over the last 39 years has been 15.1%<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3 de setembro de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Chaco \u2013 segundo maior bioma da Am\u00e9rica do Sul, estendendo-se pela Argentina, Bol\u00edvia e Paraguai \u2013 perdeu 15,1% de vegeta\u00e7\u00e3o natural entre 1985 e 2023. \u00c9 o que mostra a nova cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de uso e cobertura da terra feita pelo MapBiomas Chaco \u2013 iniciativa colaborativa que envolve especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecu\u00e1ria (INTA) e da Fundaci\u00f3n Vida Silvestre (FVS) da Argentina, da Fundaci\u00f3n Amigos de la Naturaleza (FAN) da Bol\u00edvia e da Associa\u00e7\u00e3o Guyra Paraguai.&nbsp; A Cole\u00e7\u00e3o 5 foi lan\u00e7ada dia 3 de setembro e est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente para todos na <a href=\"https:\/\/plataforma.chaco.mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">platform<\/a>, que oferece acesso a mapas e estat\u00edsticas detalhadas sobre a cobertura e uso da terra em n\u00edvel de pa\u00eds, departamento, prov\u00edncia (estado), distrito (munic\u00edpio) e \u00e1reas protegidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados revelam que, embora 78,7% do Gran Chaco ainda esteja coberto por vegeta\u00e7\u00e3o natural, foi observada uma perda de 18% da vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa natural (\u00e1rvores e arbustos) no per\u00edodo (entre 1985 a 2023). Isso equivale a 15,1 milh\u00f5es de hectares. Nos \u00faltimos 39 anos, a vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa natural diminuiu de 84,3 milh\u00f5es de hectares para 69,2 milh\u00f5es de hectares, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o equivalente a 44 campos de futebol por hora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/chaco.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/09\/Factsheet_Mapbiomas_Chaco_col5_v4.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Acesse os principais destaques da Cole\u00e7\u00e3o 5 do MapBiomas Chaco <\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Apenas 9% do Gran Chaco est\u00e3o em \u00e1reas protegidas, com 88% coberto por vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa natural.&nbsp;Enquanto a \u00e1rea de agricultura em \u00e1reas protegidas aumentou em 72,8 mil hectares &#8211; um crescimento de 450% em rela\u00e7\u00e3o a 1985 -, foi registrada uma perda de 87,1 mil hectares de superf\u00edcie de \u00e1gua (26%) entre 1985 e 2023 nestas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cole\u00e7\u00e3o 5 do MapBiomas Chaco mostra tamb\u00e9m que a \u00e1rea destinada ao uso agropecu\u00e1rio aumentou 254,4% desde 1985, atingindo 21,1 milh\u00f5es de hectares em 2023. Nesse per\u00edodo, a agricultura experimentou um crescimento not\u00e1vel na regi\u00e3o, com um aumento de 182% na Argentina e 789% (527 mil hectares) na Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Argentina foi o pa\u00eds que mais perdeu vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa natural, com 8,6 milh\u00f5es de hectares. O Paraguai vem em segundo lugar, com 6,5 milh\u00f5es de hectares de perda, seguido pela Bol\u00edvia, com 850 mil hectares. Na Argentina, a classe que mais cresceu foi a agricultura (6 milh\u00f5es de hectares), assim como na Bol\u00edvia com 527 mil hectares de aumento de \u00e1rea agr\u00edcola. No Paraguai, o maior crescimento foi de \u00e1reas de pastagem, com 5,1 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Gran Chaco \u00e9 a segunda maior forma\u00e7\u00e3o florestal da Am\u00e9rica do Sul, depois da Amaz\u00f4nia, e enfrenta s\u00e9rias press\u00f5es pela expans\u00e3o agropecu\u00e1ria e degrada\u00e7\u00e3o ambiental. O MapBiomas \u00e9 uma ferramenta para a&nbsp; avalia\u00e7\u00e3o desse processo\u201d, afirmou Jos\u00e9 Volante, coordenador nacional do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecu\u00e1ria &#8211; INTA e integrante da equipe do MapBiomas Chaco na Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstes recursos ser\u00e3o de grande valor para os pesquisadores, autoridades, as comunidades locais e o setor privado, permitindo-lhes tomar decis\u00f5es informadas sobre a gest\u00e3o da terra, a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a mitiga\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, disse Sa\u00fal Cu\u00e9llar, Gestor de Projetos da Funda\u00e7\u00e3o Amigos da Natureza &#8211; FAN e integrante da equipe do MapBiomas Chaco na Bol\u00edvia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa ferramenta busca estar atualizada diante dos novos desafios da gest\u00e3o do territ\u00f3rio, fornecendo informa\u00e7\u00f5es acess\u00edveis e metodologicamente s\u00f3lidas que facilitam decis\u00f5es estrat\u00e9gicas para a sustentabilidade da regi\u00e3o\u201d, acrescenta Edder Ortiz, Coordenador do Componente Paisagens da Guyra Paraguai e membro da equipe MapBiomas Chaco no Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cole\u00e7\u00e3o 5 fornece uma an\u00e1lise abrangente do mapeamento anual da cobertura e uso da terra no Gran Chaco, abrangendo o per\u00edodo de 1985 a 2023. Os mapas apresentam 18 classes mapeadas, desde vegeta\u00e7\u00e3o natural lenhosa e herb\u00e1cea at\u00e9 classes agr\u00edcolas e \u00e1reas sem vegeta\u00e7\u00e3o (como \u00e1reas urbanas, praias e dunas), al\u00e9m de corpos d&#8217;\u00e1gua. Ela \u00e9 baseada na an\u00e1lise de mais de 62 mil imagens de sat\u00e9lite Landsat e utiliza m\u00e9todos avan\u00e7ados de Machine Learning com algoritmos Random Forest.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Launching of MapBiomas Chaco Collection 5\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NCKq-2a7--k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o MapBiomas Chaco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>MapBiomas Chaco \u00e9 uma rede colaborativa dedicada a mapear e monitorar mudan\u00e7as no uso e cobertura da terra na regi\u00e3o do Grande Chaco Americano atrav\u00e9s da an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite (https:\/\/chaco.mapbiomas.org\/). Abrange partes da Argentina, Bol\u00edvia e Paraguai. Esta iniciativa busca fornecer dados para a gest\u00e3o territorial e conserva\u00e7\u00e3o de um dos ecossistemas mais biodiversos e amea\u00e7ados da Am\u00e9rica Latina, por meio de mapas anuais que contam a hist\u00f3ria de como e onde ocorreram mudan\u00e7as importantes entre 1985 e 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mapas e dados produzidos pelo MapBiomas Chaco est\u00e3o dispon\u00edveis de forma aberta e gratuita ao p\u00fablico atrav\u00e9s de sua plataforma online (<a href=\"https:\/\/plataforma.chaco.mapbiomas.org\/\">https:\/\/plataforma.chaco.mapbiomas.org\/<\/a>), que permite realizar an\u00e1lises em diversas \u00e1reas de interesse, tais como: pa\u00eds, departamento, prov\u00edncia, \u00e1reas protegidas, entre outras.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perda de vegeta\u00e7\u00e3o natural nos \u00faltimos 39 anos foi de 15,1% 3 de setembro de 2024 O Chaco \u2013 segundo maior bioma da Am\u00e9rica do Sul, estendendo-se pela Argentina, Bol\u00edvia e Paraguai \u2013 perdeu 15,1% de vegeta\u00e7\u00e3o natural entre 1985 e 2023. \u00c9 o que mostra a nova cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de uso e [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":17,"featured_media":5311,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco.jpeg",1080,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-400x300.jpeg",400,300,true],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-300x300.jpeg",300,300,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-768x768.jpeg",768,768,true],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-1024x1024.jpeg",1024,1024,true],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco.jpeg",1080,1080,false],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco.jpeg",1080,1080,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-12x12.jpeg",12,12,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-970x545.jpeg",970,545,true],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/09\/feed-chaco-370x370.jpeg",370,370,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"isabelakiesel","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/isabelakiesel\/"},"uagb_comment_info":55,"uagb_excerpt":"Perda de vegeta\u00e7\u00e3o natural nos \u00faltimos 39 anos foi de 15,1% 3 de setembro de 2024 O Chaco \u2013 segundo maior bioma da Am\u00e9rica do Sul, estendendo-se pela Argentina, Bol\u00edvia e Paraguai \u2013 perdeu 15,1% de vegeta\u00e7\u00e3o natural entre 1985 e 2023. \u00c9 o que mostra a nova cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de uso e&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5310"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5310"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5316,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5310\/revisions\/5316"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5311"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}