{"id":4042,"date":"2024-05-23T17:34:13","date_gmt":"2024-05-23T17:34:13","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=4042"},"modified":"2024-07-18T23:46:03","modified_gmt":"2024-07-18T23:46:03","slug":"76-mha-de-vegetacao-natural-foram-perdidos-na-argentina-em-25-anos-principalmente-no-norte-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2024\/05\/23\/76-mha-de-vegetacao-natural-foram-perdidos-na-argentina-em-25-anos-principalmente-no-norte-do-pais\/","title":{"rendered":"7.6 Mha of natural vegetation were lost in Argentina in 25 years, mainly in the North of the country"},"content":{"rendered":"<p><em>Este \u00e9 o resultado da cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de cobertura e uso da terra entre 1998 e 2022 gerados pelo MapBiomas Argentina<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>May 23, 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos 25 anos, 7,6 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o natural, incluindo \u00e1rvores e arbustos (lenhosos) e pastagens, foram perdidos na Argentina, concentrados principalmente no norte do pa\u00eds, nas prov\u00edncias de Santiago del Estero, Salta, Chaco e Formosa, o equivalente a tr\u00eas vezes a prov\u00edncia de Tucum\u00e1n. Esses dados foram revelados a partir da cole\u00e7\u00e3o 1 de mapas anuais de cobertura e uso da terra entre 1998 e 2022, gerados gratuitamente e dispon\u00edveis publicamente pelo <a href=\"http:\/\/argentina.mapbiomas.org\">MapBiomas Argentina<\/a> em seu<a href=\"https:\/\/youtube.com\/live\/4GRYkWqFebw?feature=share\"> recente lan\u00e7amento.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma oferece uma vis\u00e3o sem precedentes do territ\u00f3rio argentino em um contexto de vulnerabilidade clim\u00e1tica ligada a secas e inunda\u00e7\u00f5es em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre a cobertura e o uso da terra no pa\u00eds, levantando \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o lenhosa natural, corpos d&#8217;\u00e1gua, campos, estepes, florestas e \u00e1reas de agricultura e pastagem, entre outros. Fornece informa\u00e7\u00f5es essenciais para pesquisa e contribui\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do pa\u00eds. Melhorar\u00e1 a gest\u00e3o e o monitoramento dos recursos naturais, fornecendo suporte s\u00f3lido para o planejamento territorial e estrat\u00e9gias para a conserva\u00e7\u00e3o da natureza e sua biodiversidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 uma colabora\u00e7\u00e3o de especialistas em sensoriamento remoto e recursos naturais de institutos de pesquisa e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil que, por meio do processamento de imagens de sat\u00e9lite, geraram essa primeira cole\u00e7\u00e3o de 25 mapas anuais com 15 classes de cobertura e uso da terra. \u201cA metodologia do MapBiomas prop\u00f5e um trabalho c\u00edclico, em cada cole\u00e7\u00e3o h\u00e1 um processo de aprendizagem que \u00e9 incorporado pela equipe para que os pr\u00f3ximos mapas sejam melhores e acrescentem novos desafios\u201d, diz Ana Eljall.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos dados extra\u00eddos da Cole\u00e7\u00e3o 1, \u201cMapBiomas Argentina: Construindo uma rede colaborativa para mapeamento de cobertura e uso da terra (1998-2022)\u201d, revelam que:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>A vegeta\u00e7\u00e3o natural representa 70% do pa\u00eds, sendo que 28% s\u00e3o florestas fechadas e abertas (79 Mha). O componente lenhoso inclui \u00e1rvores e arbustos que podem ser encontrados distribu\u00eddos de forma mais ou menos concentrada na paisagem.<\/li>\n\n\n\n<li>A perda de \u00e1reas florestais fechadas concentrou-se no norte do pa\u00eds, nas prov\u00edncias de Santiago del Estero (2,1 Mha), Salta (1,5 Mha) e Chaco (870 mil ha).<\/li>\n\n\n\n<li>As classes de uso antr\u00f3pico, como agricultura, pecu\u00e1ria e planta\u00e7\u00f5es florestais, cobrem 55,5 Mha, o equivalente a duas vezes o tamanho da prov\u00edncia de Buenos Aires.<\/li>\n\n\n\n<li>Entre 1998 e 2022, a \u00e1rea agr\u00edcola aumentou em 5,2 Mha e as pastagens em 1,4 Mha, enquanto as planta\u00e7\u00f5es florestais aumentaram em 37%.<\/li>\n\n\n\n<li>97% da Patag\u00f4nia \u00e9 vegeta\u00e7\u00e3o natural e \u00e1rea n\u00e3o vegetada (80,5 Mha). Em n\u00edvel local, podemos observar padr\u00f5es interessantes, como o desaparecimento do Lago Colhue Huapi e a perda das florestas da Patag\u00f4nia.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Duas das principais novidades que o MapBiomas traz como uma rede em cada pa\u00eds membro \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es metodologicamente s\u00f3lidas e dispon\u00edveis gratuitamente e o trabalho coletivo de profissionais de diferentes institui\u00e7\u00f5es cujo compromisso \u00e9 gerar informa\u00e7\u00f5es para o bem comum&#8221;, diz Mayra Milkovic, Secret\u00e1ria da Rede Global MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>I<strong>nforma\u00e7\u00f5es sobre as regi\u00f5es<\/strong><br><br>Na regi\u00e3o noroeste (NOA) &#8211; Jujuy, Salta, Tucum\u00e1n, Catamarca e Santiago del Estero; a mudan\u00e7a mais significativa foi a diminui\u00e7\u00e3o da classe de madeira fechada em Santiago del Estero (2,1 Mha). Desde 1998, cerca de 10% da vegeta\u00e7\u00e3o natural da regi\u00e3o foi perdida (3,6 Mha). Enquanto isso, a \u00e1rea agr\u00edcola aumentou em 16% (7,5 Mha).<\/p>\n\n\n\n<p>No Nordeste (NEA) &#8211; Chaco, Formosa, Corrientes e Misiones; a prov\u00edncia com o maior aumento de terras agr\u00edcolas foi Formosa, com um aumento not\u00e1vel de pastagens. lAs planta\u00e7\u00f5es florestais em Misiones aumentaram em 50% (100.000 ha). Em termos de perda, o Chaco perdeu 15% de sua cobertura natural de madeira fechada, enquanto em Corrientes a perda foi de 8% de suas pastagens (281.000 ha).<\/p>\n\n\n\n<p>A regi\u00e3o CENTRAL &#8211; Buenos Aires, La Pampa, C\u00f3rdoba, Santa F\u00e9 e Entre R\u00edos &#8211; \u00e9 a regi\u00e3o em que metade de sua superf\u00edcie (39 Mha) j\u00e1 estava em uso agr\u00edcola no in\u00edcio do per\u00edodo analisado. No entanto, metade da perda de pastagens do pa\u00eds ocorreu nessa regi\u00e3o (300.000 ha). Outra perda importante na regi\u00e3o foi de 17% da \u00e1rea ocupada por \u00e1guas superficiais (266.000 ha).<\/p>\n\n\n\n<p>Em CUYO &#8211; Mendoza, San Luis, San Juan e La Rioja; a mudan\u00e7a mais not\u00e1vel foi o aumento da \u00e1rea agr\u00edcola concentrada nos vales irrigados, que cresceu 28% (500.000 ha) em todo o per\u00edodo. Em La Rioja, a \u00e1rea de planta\u00e7\u00f5es florestais aumentou em 19.000 ha, enquanto em San Luis a \u00e1rea agr\u00edcola atingiu 136.000 ha).<\/p>\n\n\n\n<p>PATAG\u00d4NIA &#8211; Neuqu\u00e9n, R\u00edo Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego; \u00e9 uma regi\u00e3o em que grande parte de sua extens\u00e3o ainda \u00e9 coberta por vegeta\u00e7\u00e3o natural e \u00e1reas sem vegeta\u00e7\u00e3o (80,5 Mha). Entretanto, 66.000 ha de \u00e1reas de gelo e neve foram perdidos (8,2% da regi\u00e3o). Em n\u00edvel local, podemos observar padr\u00f5es interessantes, como o desaparecimento do Lago Colhue Huapi e a perda das florestas da Patag\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Lanzamiento MapBiomas Argentina\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4GRYkWqFebw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 o resultado da cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de cobertura e uso da terra entre 1998 e 2022 gerados pelo MapBiomas Argentina 23 de maio de 2024 Nos \u00faltimos 25 anos, 7,6 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o natural, incluindo \u00e1rvores e arbustos (lenhosos) e pastagens, foram perdidos na Argentina, concentrados principalmente no norte do [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":17,"featured_media":4043,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1.jpeg",1080,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-400x300.jpeg",400,300,true],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-300x300.jpeg",300,300,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-768x768.jpeg",768,768,true],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-1024x1024.jpeg",1024,1024,true],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1.jpeg",1080,1080,false],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1.jpeg",1080,1080,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-12x12.jpeg",12,12,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-970x545.jpeg",970,545,true],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/05\/argentina1-1-370x370.jpeg",370,370,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"isabelakiesel","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/isabelakiesel\/"},"uagb_comment_info":80,"uagb_excerpt":"Este \u00e9 o resultado da cole\u00e7\u00e3o de mapas anuais de cobertura e uso da terra entre 1998 e 2022 gerados pelo MapBiomas Argentina 23 de maio de 2024 Nos \u00faltimos 25 anos, 7,6 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o natural, incluindo \u00e1rvores e arbustos (lenhosos) e pastagens, foram perdidos na Argentina, concentrados principalmente no norte do&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4042"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4042"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4042\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4396,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4042\/revisions\/4396"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4043"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}