{"id":3397,"date":"2023-11-24T12:15:46","date_gmt":"2023-11-24T12:15:46","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=3397"},"modified":"2023-11-24T12:18:44","modified_gmt":"2023-11-24T12:18:44","slug":"brasil-perdeu-16-de-sua-vegetacao-nao-florestal-nos-ultimos-38-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/2023\/11\/24\/brasil-perdeu-16-de-sua-vegetacao-nao-florestal-nos-ultimos-38-anos\/","title":{"rendered":"Brazil has lost 16% of its non-forest vegetation in the last 38 years"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>9% de toda a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil corresponde \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva. A perda dessa vegeta\u00e7\u00e3o no Brasil, desde 1985, chegou a 9,6 milh\u00f5es de hectares<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil perdeu 9,6 milh\u00f5es de hectares dessa vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva entre 1985 e 2022, segundo um levantamento in\u00e9dito do MapBiomas sobre a cobertura vegetal n\u00e3o florestal do pa\u00eds \u2013 uma vegeta\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por plantas de porte pequeno e sem estrutura lenhosa (gram\u00edneas e ervas), ou com tronco lenhoso fino (arbustos). Esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em todos os biomas brasileiros sob diferentes formas: forma\u00e7\u00f5es campestres, campos alagados e \u00e1reas pantanosas e afloramentos rochosos. Juntas, elas ocupam 50,6 milh\u00f5es de hectares, ou 1,4 vezes mais do que o territ\u00f3rio da Alemanha, e assim como as florestas, est\u00e3o sendo rapidamente destru\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>O mapeamento feito pelo MapBiomas revela que em 2022, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa ocupa 64% do territ\u00f3rio brasileiro. Desse total, a maior parte corresponde \u00e0s florestas (58%) e uma fra\u00e7\u00e3o menor do territ\u00f3rio \u00e9 ocupada por vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal (6%), tamb\u00e9m denominada de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva. \u201cEsta vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal, embora minorit\u00e1ria e pouco valorizada, \u00e9 muito importante pela grande diversidade de esp\u00e9cies de plantas e animais que abriga e pelos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos prestados\u201d, destaca Eduardo V\u00e9lez, da equipe do bioma Pampa do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nos \u00faltimos 38 anos, o Brasil perdeu 16% de sua vegeta\u00e7\u00e3o natural n\u00e3o florestal, propor\u00e7\u00e3o semelhante a da perda de cobertura florestal, de 15%&#8221;, explica J\u00falia Shimbo, coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas. &#8220;Em termos absolutos, o Cerrado lidera o desmatamento de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva, com 2,9 milh\u00f5es de hectares suprimidos. J\u00e1 o Pampa, um bioma bem menor, teve um desmatamento bem pr\u00f3ximo em n\u00fameros absolutos: foram 2,85 milh\u00f5es de hectares entre 1985 e 2022. Mas em termos proporcionais, isso representou a impressionante cifra de 30% de perda da vegeta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao que havia em 1985\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/FACT_MapBiomas_Nao_Florestais_22.11_v6.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Acesse os principais destaques da vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal no Brasil (1985-2022)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os diferentes tipos de cobertura vegetal n\u00e3o florestal que cobrem esses 6% do territ\u00f3rio nacional s\u00e3o a vegeta\u00e7\u00e3o predominante no Pantanal e no Pampa. As forma\u00e7\u00f5es campestres e os campos alagados e \u00e1reas pantanosas s\u00e3o os tipos de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva mais abundantes no Brasil, respondendo por 95% do total. Dois ter\u00e7os disso (66%) s\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o campestre, que ocupa 33,5 milh\u00f5es de hectares. Quase a metade desse total (49%) est\u00e1 na Amaz\u00f4nia (26%) e no Cerrado (23%), com 8,8 e 7,8 milh\u00f5es de hectares, respectivamente. Pantanal (6,2 milh\u00f5es de hectares) e Pampa (6 milh\u00f5es de hectares) respondem por 18% cada um. Desde 1985, o Brasil perdeu 6,7 milh\u00f5es de hectares desse tipo de cobertura. Quarenta e tr\u00eas por cento desse total (2,9 milh\u00f5es de hectares) foram suprimidos no Pampa. \u201cNo caso da Mata Atl\u00e2ntica, a perda de 559 mil hectares, ou 24% de vegeta\u00e7\u00e3o campestre, ocorreu principalmente nos campos de altitude na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que foram convertidos para \u00e1reas agr\u00edcolas e silvicultura: 335 mil hectares e 171 mil hectares, respectivamente\u201d, complementa Marcos Rosa, coordenador t\u00e9cnico do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda classe de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva de maior express\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 a de campo alagado e \u00e1rea pantanosa, onde predominam as plantas adaptadas ao alagamento permanente ou tempor\u00e1rio. Esta classe ocupa 2% do territ\u00f3rio brasileiro, com 14,6 milh\u00f5es de hectares. Desse total, 83% se concentram na Amaz\u00f4nia (41%) e no Cerrado (42%), com 6,1 milh\u00f5es de hectares cada. No Pantanal, onde ocupam 8% do territ\u00f3rio, remontam a 1,2 milh\u00e3o de hectares. Esse tipo de cobertura vegetal perdeu 13% de \u00e1rea nos \u00faltimos 38 anos, ou 2,1 milh\u00f5es de hectares. Mais da metade dessa perda (71%) se deu na Amaz\u00f4nia, que perdeu 20% das suas \u00e1reas \u00famidas em 38 anos, cerca de 1,5 milh\u00e3o de hectares. \u201cA regi\u00e3o de campinarana, entre Roraima e o Amazonas, os campos \u00famidos no Maraj\u00f3 e a regi\u00e3o norte do Maranh\u00e3o foram as \u00e1reas mais afetadas\u201d destaca Luis Augusto Oliveira Jr da equipe da Amaz\u00f4nia do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brazil beyond the forests\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_yWzo_0_XNc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>No Pantanal as \u00e1reas vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal representam 61% das \u00e1reas naturais no bioma.\u201cAnualmente, e de acordo com o pulso de inunda\u00e7\u00e3o na plan\u00edcie, observa-se uma not\u00e1vel transi\u00e7\u00e3o entre diferentes classes de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva, onde os campos alagados e \u00e1reas pantanosas e a \u00e1gua, alagam ou exp\u00f5em \u00e1reas de campos naturais. A convers\u00e3o dessas \u00e1reas naturais em pastagem ex\u00f3tica, nos \u00faltimos 38 anos, soma mais de 700 mil hectares\u201d, destaca Eduardo Rosa, coordenador da equipe do Pantanal no MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados com maior propor\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva s\u00e3o o Rio Grande do Sul (26% do territ\u00f3rio), Roraima (20%) e Amap\u00e1 (14%). Os que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal desde 1985 foram o Rio Grande do Sul (3,3 milh\u00f5es de hectares) e Mato Grosso (1,4 milh\u00e3o de hectares).<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00e1reas privadas apresentam 61% da vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva do Brasil, cerca de 30 milh\u00f5es de hectares. Do total de remanescentes de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva em 2022 no pa\u00eds, 20% encontra-se em \u00e1reas protegidas, a maior parte na Amaz\u00f4nia. Por\u00e9m, o grau de prote\u00e7\u00e3o em biomas tipicamente n\u00e3o florestais como o Pantanal e o Pampa ainda \u00e9 baixo (4,1% e 1% do bioma, respectivamente).<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>9% de toda a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil corresponde \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva. A perda dessa vegeta\u00e7\u00e3o no Brasil, desde 1985, chegou a 9,6 milh\u00f5es de hectares O Brasil perdeu 9,6 milh\u00f5es de hectares dessa vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva entre 1985 e 2022, segundo um levantamento in\u00e9dito do MapBiomas sobre a cobertura vegetal n\u00e3o [&hellip;]<\/p>","protected":false},"author":17,"featured_media":3398,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":""},"categories":[1],"tags":[],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"thumbnail":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"medium":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37-300x225.jpeg",300,225,true],"medium_large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"large":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"1536x1536":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"2048x2048":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37-16x12.jpeg",16,12,true],"infographic":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false],"team":["https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-23-at-17.48.37.jpeg",311,233,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"isabelakiesel","author_link":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/author\/isabelakiesel\/"},"uagb_comment_info":49,"uagb_excerpt":"9% de toda a vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil corresponde \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva. A perda dessa vegeta\u00e7\u00e3o no Brasil, desde 1985, chegou a 9,6 milh\u00f5es de hectares O Brasil perdeu 9,6 milh\u00f5es de hectares dessa vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea e arbustiva entre 1985 e 2022, segundo um levantamento in\u00e9dito do MapBiomas sobre a cobertura vegetal n\u00e3o&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3397"}],"collection":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/17"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3397"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3401,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3397\/revisions\/3401"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}